Seja Bem Vindo!

Que DEUS no exercício de Sua Infinita misericórdia possa falar ao seu coração de maneira
especial através das mensagens que você lerá neste espaço.

Meu desejo é que você seja ricamente abençoado com Palavras de Alegria,
Unção, Poder, Incentivo e Fé...

Que haja sempre a Presença de DEUS em sua vida!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

HISTÓRIA DA IGREJA METODISTA WESLEYANA

A Igreja Metodista Wesleyana nasceu de um despertamento de alguns pastores. Cada um desses pastores em suas respectivas igrejas começaram a viver e praticar o Metodismo primitivo, intensificando as reuniões de oração, vigílias etc., com o decorrer do tempo o efeito desse trabalho foi recebendo o impacto do poder do Espírito Santo, a ponto de, na Igreja Metodista Central de Petrópolis, o Pastor Idelmício Cabral ter que separar em dois grupos de oração e busca de poder: o grupo de jovens e adultos e outro de crianças, porque o Espírito Santo operava de tal maneira que as reuniões de crianças eram tão fervorosas como a dos jovens e adultos.

A certa altura dos acontecimentos a direção da Igreja tomou posição de resistência e proibições à prática ou desenvolvimento da obra de renovação; os pastores mais envolvidos com o movimento foram chamados e orientados no sentido de não prosseguirem com o que vinham imprimindo nas diversas igrejas, mas não se dobraram às imposições.

Diante da situação o grupo tomou uma decisão definitiva: dar continuidade ao que Deus tinha posto em seus corações.

Como Surgiu a Igreja Metodista Wesleyana

A Igreja Metodista Wesleyana surgiu de um grupo de ministros e leigos que militavam na Igreja Metodista do Brasil.

As razões que deram origem à Igreja basearam-se na doutrina do batismo com o Espírito Santo como sendo uma segunda benção para o crente; na aceitação dos dons espirituais como recursos divinos para a realização da obra, incluindo todos os dons mencionados na Bíblia Sagrada: sabedoria, fé, mansidão, operação de maravilhas, ciência, dons de curar, profecias, discernimento, línguas, interpretação de línguas, cantos espirituais, revelações e visões.

O movimento que culminou com o surgimento da Igreja Metodista Wesleyana, na verdade, começou em 1962; alguns ministros e leigos começaram a ser despertados para a obra de renovação espiritual; muitos pastores como: Gessé Teixeira de Carvalho, José Moreira da Silva, Ildemício Cabral dos Santos, Daniel Bonfim etc., começaram a realizar trabalhos de avivamento nos sentido de despertar as igrejas que pastoreavam na área de evangelização a uma vida mais santificada.
Em 1964 o grupo começou a ter contato com grupos de diversas denominações renovadas, o resultado desses contatos foi um maior esclarecimento sobre as doutrinas pentecostais e, alguns membros do grupo começaram a ser batizados com o Espírito Santo.

Em 1966 os contatos com grupos pentecostais aumentaram e novos pastores aderiram ao movimento como Fred Morris e Waldemar Gomes de Figueiredo. Eram constantes as vigílias nos montes, as reuniões de oração e os retiros, o que acabou incomodando a Liderança da Primeira Região da Igreja Metodista do Brasil (RJ). Ainda em 1966 o grupo recebeu uma circular do gabinete proibindo orações com imposição de mãos, expulsarem demônios, cantar cânticos e fazer vigílias constantes. No final da carta tinha a seguinte alternativa: Se o grupo não obedecesse às normas da Igreja Metodista do Brasil, todos deveriam deixar as suas fileiras.
No final de 1966 alguns dos componentes do grupo ficaram encarregados de visitar algumas igrejas de doutrina “pentecostal” para que no caso de uma exclusão em massa terem uma igreja em vista; não havia nenhuma intenção de criar uma nova denominação.

No dia 5 de janeiro de 1967, por ocasião do Concílio Regional da Igreja Metodista do Brasil, realizado na cidade de Nova Friburgo (RJ), o grupo se reuniu às 14 horas sobre uma ponte, no pátio da Fundação Getulio Vargas, sob a direção dos pastores Idelmício Cabral dos Santos e Waldemar Gomes de Figueiredo.
Nesta ocasião ficou fundada definitivamente a Igreja Metodista Wesleyana, aceitando como forma de governo o centralizado com o conselho geral, seguindo em linhas gerais o regime metodista. Estavam presentes a esta reunião os seguintes irmãos: Idelmício Cabral dos Santos, Waldemar Gomes de Figueiredo, José Moreira da Silva, Francisco Teodoro Batista, Gessé Teixeira de Carvalho, Córo da Silva Pereira, José Mendes da Silva, Zeny da Silva Pereira, Dinah Batista Rubim, Ariosto Mendes, Jacir Vieira e Antônio Faleiro Sobrinho.

Foi eleito o primeiro Conselho Geral que ficou assim constituído Superintendente Geral: Waldemar Gomes de Figueiredo; Secretário Geral: Gessé Teixeira de Carvalbo, incluindo três secretarias: Missões, Educação Cristã e Ação Social; Tesoureiro Geral: Idelmício Cabral dos Santos.

Na noite do dia 5 de janeiro o grupo desceu a serra (se retirou do Concílio), sem nenhuma estatística em mãos para a formação de novas igrejas, no dia 6 de janeiro as noticias começaram a se propagar e em vários locais, grupos esperavam a presença dos pastores que haviam saído; dentro de um mês havia 30 igrejas organizadas.
Os motivos que levaram a criação da Igreja Metodista Wesleyana foram:

1. A não adaptação do grupo as formas de governo das igrejas pentecostais visitadas anteriormente, dado a estrutura de governo de regime episcopal adotado pelo grupo.

2. Amparar os Metodistas com a mesma experiência.

O movimento Wesleyano começou a se desenvolver gloriosamente, e foi convocado o Concílio Constituinte para se reunir na cidade de Petrópolis nos dias 16 à 19 de fevereiro de 1967, ocasião em que foi organizada a Igreja. Novos obreiros vieram formar nas fileiras Wesleyanas e vários evangelistas foram eleitos. Estava consolidada a obra do Senhor. Os estatutos da Igreja foram aprovados, eleitos oficialmente os membros do Conselho Geral 
O Concílio constituinte elegeu uma Comissão de Legislação composta dos seguintes membros: Waldemar Gomes de f Figueiredo, Idelmício Cabral dos Santos, Gessé Teixeira de Carvalho, José Moreira da Silva, Francisco Teodoro Batista, João Coelho Duarte, Oriele Soares do Nascimento, José Mendes da Silva, Córo da Silva Pereira e Onaldo Rodrigues Pereira, a quem delegou poderes para preparar o manual da Igreja Metodista Wesleyana publicado em 1968.

DATAS IMPORTANTES

1962 – Ministros e leigos começam a ser despertados para a obra de renovação espiritual.
1964 – Contato do grupo com grupos de denominações renovadas.
1966 – O grupo recebe uma circular do gabinete episcopal, visita do grupo renovado à igrejas de doutrina pentecostal para uma possível adesão.
05/01/1967- Fundação da Igreja Metodista Wesleyana.

CONCLUSÃO
 A Igreja Metodista Wesleyana, não é uma organização para perpetuar o nome de um homem. Quando usamos a terminologia “Wesleyana”, queremos lembrar ao povo a experiência do coração abrasado pelo poder de Deus. O movimento do século XVIII foi de avivamento, de poder e dar testemunhos de Jesus publicamente nas praças, pelas ruas, e junto às minas de carvão. Hoje somos o elo deste movimento do Espírito Santo, somos “linha de esplendor sem fim”, traçadas por Deus. Nós como Igreja de Cristo temos o dever de testificar em nossa geração, como João Wesley a sua geração.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Blog do Pr.RenatoNeves: TEOLOGIA RELEVANTE.(Pr. Renato Alves Neves) Lendo,...

Blog do Pr.RenatoNeves: TEOLOGIA RELEVANTE.(Pr. Renato Alves Neves)
Lendo,...
: "TEOLOGIA RELEVANTE. (Pr. Renato Alves Neves) L endo, estudando e escrevendo sobre a obra teológica de Jacobus Arminius, percebi em uma de s..."
TEOLOGIA RELEVANTE.
(Pr. Renato Alves Neves)

Lendo, estudando e escrevendo sobre a obra teológica de Jacobus Arminius, percebi em uma de suas teses expostas, uma característica que possivelmente contribui de maneira significativa como exemplo de praxis teológica, somada a atitude de uma fé que de fato faz diferença.

Isso depois que fiz uma série em minha Igreja, com oito terças-feiras, pregando e ensinando sobre o assunto, “Gloria de DEUS”. Encontrei nos ensimanentos de Arminius após apresentar sobre seu pessoal entendimento a respeito da glória de Deus, o teólogo holandês, findando sua argumentação, o seguinte convite aos que se deparam com a sua argumentação:
“(...)Mas, cessando de qualquer *discussão mais prolixa desse assunto, deixemo-nos com ardentes orações suplicantes, rogando ao Deus de Glória, que, uma vez que Ele nos formou para a sua glória, Ele nos faça, ainda mais e mais, instrumentos de demonstrar sua Glória entre os homens, por Cristo Jesus, nosso Senhor, o esplendor da sua glória, e a expressa a imagem de sua Pessoa.” (1)
.
Encontro aqui uma importante lição para todos que amam analisar sob perspectiva do pensamento teológico.
.
Vivemos dias onde torna-se quase que impossível encontrar sábios que conseguem unir teoria e prática. Refiro-me ao conhecimento especulativo.
Fica nítido que no estudo teológico essa deficiência é também perfeitamente percebida.
Lemos e relemos, ouvimos e pregamos, aprendemos e ensinamos, sobre Deus, teoriza-se sobre o Altíssimo, sobre conceitos ligados a fé, porém...

Se me permite a observação, geralmente, na prática, a “pessoa jurídica” teológica pouco produz. Nem sempre, ou quase nunca, o maior aprofundamento teórico sobre as coisas de Deus, produz, naquele que teoriza -, tremor e temor.

Com muito respeito, das idéias apreendidas no estudo teológico, pouquíssimas exposições são levadas em consideração, levando aquele que conjectura, refletir sobre as implicações que aquelas idéias absorvidas lhe exigirão.
.
Mas...
Encontro em Jacobus Arminius um comportamento, uma atitude totalmente diferente de muitos teólogos academicistas, a atitude de Jacobus Arminius.

Quando me aprofundava na preparação das OITO SEMANAS BUSCANDO A GLÓRIA DE DEUS, comecei a ler o que o teológo, também conhecido por James Arminius ou Tiago Arminius, levava o assunto de maneira objetiva e muito séria, assumindo a necessidade permanente de buscar incessantemente a Presença de DEUS, para de fato, experimentar Sua Glória.

Com esse caráter, percebi claramente que, o teólogo holandês nos ensina uma preciosa lição:
“O Estudo Teológico jamais pode ser um fim em si mesmo, pelo contrário, deve levar aquele que estuda a uma viva reflexão, com a finalidade de, em conexão com as ideias absorvidas, engendrar ação. Assim como a fé sem obras é morta, teoria, ou, teologia sem reflexão, sem motivação, sem ação, sem reação prática não tem nenhum valor real, a não ser, amontoar e apresentar informações irrelevantes para as pessoas, que por sua vez, buscam respostas relevantes para questões pertinentes – sobre Deus, as Escrituras, a fé e suas implicações.”

Teologia Relevante é aquela que faz o teórico, o estudante, o professor, o clérigo, ou qualquer pessoa que de suas teorias se apropria, entender a necessidade urgente de nos posicionarmos diante desta sociedade que estamos inseridos, em consonância com as ideias dela apreendidas, ou, que provoque aquele ou aquela que se dela se aproxima, a uma tomada de posição, a uma atitude coerente em relação as coisas que, através do estudo teológico são lhes apresentadas.
Existem muitas filosofias que trazem uma influência não muito saudável, onde o homem é apequinado e, há casos, desqualificado. Determinadas filosofias que convidam o homem a se confrontar com a totalidade do real que ele nada sabe...

Por outro lado, percebo na teologia de Arminius que se o homem, criado a imagem e semelhança de DEUS, se colocar na posição de humildade, pois, diante da grandeza de Deus, tão precariamente estudado e teorizado pelo limitado e falível estudo teológico, ele nada é em si mesmo; porém este homem é convidado pelo Espírito Santo de DEUS a experimentar a Presença Gloriosa do Próprio DEUS e resgatar a sua vocação originária de glorificar a Deus.

Se nada somos, devemos, juntamente, ou a exemplo de Jacobus Arminius, “com ardentes corações suplicantes” rogar “ao Deus de Glória, que, uma vez que Ele nos formou para a sua glória, Ele nos faça, ainda mais e mais, instrumentos de demonstrar sua Glória entre os homens, por Cristo Jesus, nosso Senhor, o esplendor da sua glória, e a expressa a imagem de sua Pessoa.” (2)

Busquemos e não nos cansemos de buscar a Glória de DEUS para nossas vidas, famílias e ministérios...

Que DEUS nos Abençoe...

Pr. Renato Alves Neves

* “discussão mais prolixa desse assunto.” - Quando Jacobus Arminius pronunciou essa assertiva estava a dissertar teologicamente sobre a glória de Deus


* Lailson Castanha http://teologiaarminiana.blogspot.com/


* Ruthie Córdova ENTENDIMENTO ARMINIANO-WESLEYANO DE SANTIDADE NA VIDA CRISTÃ.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

PORQUE SOU METODISTA ARMINIANO
Rev. Renato Alves Neves

Sou metodista arminiano, porque, acredito piamente que o julgamento de Deus no último dia é sério, e sendo assim, ele nos julgará porque realmente temos liberdade de escolha, se o nosso livre arbítrio não fosse real, o julgamento seria uma farça.
Sou metodista arminiano, porque, creio realmente que Deus não agracia uns em detrimento a outros como está explícito no texto sacro: “E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação.”
Se todos estão caidos e Deus escolhece uns e rejeitasse a outros sem considerar nenhuma atitude dos grupos, logo, ele estaria fazendo acepção, coisa que segundo as escrituras contrasta com o seu caráter.
Sou metodista arminiano, porque, acredito que a salvação depende da minha responsabilidade diante da graça recebida em Cristo Jesus, e na realidade das advertências bíblicas, coisa essa asseverada constantemente nas Escrituras na forma de “ais”, exortações e chamada a vigilância e ao arrependimento.
.Sou arminiano, porque, acredito que o ser humano é dotado de livre arbítrio, e que mesmo depois da ação do Espírito, que convence o homem do pecado, esse mesmo homem pode resisti-lo.
Sou metodista arminiano, porque acredito que minha própria existência, carregada de dúvidas, angústias e desejos, indica que as escolhas pessoais são efetivas e que Deus quer ser achado por nós numa relação de amor, tal qual ele é, não impondo sua realidade de forma impessoal, sem levar em conta o nosso desejo por ele. Pelo contrário, Ele deseja ser amado por nós, e isso significa que sua graça não é irresistível - se fosse, não teríamos dúvidas e não mais optaríamos, em nossos pecados diários, se afastar dele.
Na Bíblia, dentre algumas narrativas, destaco dois casos que deixam bem claros esses pressupostos: Quando Jesus dialogou com o jovem rico que preferiu as riquezas do mundo do que a sua companhia, as Escrituras nos relata que Jesus amou aquele jovem – mesmo assim o jovem o rejeitou. O outro exemplo de que Deus deseja ser amado, não forçando ninguém irresistivelmente a receber sua graça, foi exemplificado em sua tristeza por saber que Jerusalém, que tanto Ele amava, obstinadamente o rejeitava.
Sou metodista arminiano, em suma, porque acredito que a Teologia Arminiana é harmônica com as Sagradas Escrituras.
Rev. Renato Alves Neves
Coordenador Nacional de Dons e Ministérios


Fonte: http://teologiaarminiana.blogspot.com/2009/01/porque-sou-arminiano.html

quarta-feira, 25 de maio de 2011

John Wesley e o Movimento Metodista

John Wesley e o Movimento Metodista

Rev. Renato Alves Neves
"Se teu coração é como meu, dá-me tua mão." - John Wesley
Imagine um país numa profunda crise social, operários e mineiros trabalhando 16 horas pordia por um salário de fome.
Imagine milhares de crianças em idade escolar, trabalhando e morrendo de chagas e frio.
Imagine, por outro lado, uma casta de nobres a quem se outorgou o poder sobre os meiosde produção e sobre seres humanos...e sobre todos esses, o podede conceder e privar todos os seres viventes dos meios de subsistência: direito único do Rei...
Nesse contexto foi que surgiu o Movimento Metodista. Deu-se na Inglaterra, no começo do século XVIII, quando um grupo de estudantes da Universidade de Oxford, sob a liderança dos irmãos e professores John e Carlos Wesley, passaram a se reunir para o cultivo da piedade cristã, através da leitura da Bíblia, da prática da oração, do jejum, da visita aos presos e aos enfermos. João Wesley iniciou o Metodismo com o intuito de fortalecer e renovar o espírito cristão daqueles que comungavam junto à religião oficial Anglicana. Esse grupo, conhecido inicialmente como "Clube Santo", marcou sua identidade pelo método:dias fixos para praticar o jejum, hora certa para a leitura da Bíblia e oração, dia de visitar os presos, etc...Por causa dessa organização, esse grupo foi "apelidado" de Metodistas, quer dizer, aqueles que têm método.
Profundamente comprometido com os fundamentos da fé Cristã, John Wesley dedicou todos os diade sua vida aos estudos da Bíblia, relacionando-os a sua própria experiência com Cristo. Por isso sua teologia é uma experiência de Deus, antes de um "entendimento"deste. Para ele o amor e a misericórdia são inseparáveis do viver santo.
"O evangelho de Cristo não conhece religião, que não seja religião social; Não conhece santidade, que não seja santidade social.". (John Wesley)
John Wesley tentou sempre vivenciar na prática o que dizia. Esse compromisso o levou a renunciar aos poucos trocados que tinha para se aquecer no inverno, visando pagar uma professora que educava crianças de rua.
John Wesley registrou em seu diário, na data de 24 de maio de 1738, a experiência religiosa de ter seu coração estranhamente aquecido, ou seja, uma manifestação emocional sinalizadora de sua comunhão com Deus. Essa data tem servido como referência para os metodistas, em geral, por demonstrar que a integração entre religiosidade individual edesenvolvimento de ações concretas na sociedade é entendida como a proposta de Deus para sua Igreja.
O envolvimento do metodismo com as questões relevantes da sociedade é uma marca que o acompanha desde seu início. A humanização dos presídios, o combate à escravidão, a luta por salários dignos para os operários, o fornecimento de ensino básico para as crianças pobres, distinguiram os metodistas quando ocorreu a assim chamada Revolução Industrial, na Inglaterra.
Por ter surgido num ambiente universitário, o metodismo compreendeu cedo a importânciade se promover a educação como instrumento para a melhoria da qualidade de vida, tanto do indivíduo quanto da sociedade. Assim é que, em 1748, John Wesley fundou a Kingswood School, que foi a primeira expressão formal metodista de seu cuidado por atender às necessidades educacionais das crianças.
Várias famílias que se instalaram nas 13 Colônias da América do Norte, levaram os valores do metodismo para a terra que veio a ser os Estados Unidos da América. Quando estes conquistaram a sua independência política, acharam por bem se desvincular também da chefia religiosa exercida pelo monarca britânico. Assim foi criada a Igreja Metodista Episcopal, em 1784. Na Inglaterra, somente após a morte de John Wesley, o metodismo se constituiu como denominação independente em relação à Igreja Anglicana.
Os primeiros metodistas que vieram ao Brasil foram os missionários norte americanos Fountain Pitts, em 1835, e Justin Spaulding, em 1836. No entanto, essa primeira tentativade estabelecimento em terras brasileiras não foi coroada de sucesso. Apenas a partir de1867, novos missionários foram enviados, marcando uma nova época e a certeza de que o metodismo veio para ficar. Escolas passaram a ser criadas. Primeiramente em Piracicaba - SP, depois em Juiz de Fora - MG, Rio de Janeiro - RJ, e em várias cidades do Rio Grande do Sul, pelo Brasil a fora, enfim. A compreensão daqueles homens e mulheres era que, pela via da educação, o metodismo estaria contribuindo para a formação das elites brasileiras. Estas, por sua vez, estenderiam aquela influência a outras parcelas da sociedade.
No dia 24 de maio se comemora o Dia do Metodismo Mundial em alusão a experiência religiosa de John Wesley que aconteceu na Rua Aldersgate, em Londres quando ele sentiu o "coração estranhamente aquecido". Certamente a emoção fez parte dessa experiência, nesse momento, segundo ele, houve uma íntima ligação entre sua experiência religiosa e a sua doutrina.
Daquele tempo pra cá o Movimento (hoje Igreja) Metodista cresceu ao redor do mundo, sua doutrina está mais próxima do coração e sua ação nutre-se na certeza da salvação. Sua mensagem vem da comunhão de todos os corações e vai, junto ao Evangelho, trabalhar para a construção do Reino de Deus.

DONS E MINISTÉRIOS

DONS E MINISTÉRIOS
Pr. Renato Alves Neves
A Palavra de DEUS nos orienta: “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.” (Ef. 4:1-7).
Amados Wesleyanos, nós somos membros do corpo de Cristo, somos membros dele a partir do momento que nos conscientizamos do poder do nome do Filho de Deus porque estando unidos ao Senhor pela nossa fé nos tornamos um só espírito com ele.
Nós todos que cremos no Senhor, independendente de denominação, formamos um único corpo, temos uma única esperança, a da glória, para a qual Deus nos chamou; temos uma mesma fé; temos um mesmo Espírito, o da adoção pelo qual clamamos: Aba! Pai!
Recebemos um mesmo batismo, o ministrado por imersão na água em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; temos um único Senhor, Jesus Cristo, que Deus ressuscitou dos mortos; e temos um único Pai, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Nenhum de nós tem do que se gloriar diante de Deus, porque todos fomos salvos pela graça de Deus, e não em virtude de boas obras que tivessemos feito; "mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo" (Ef. 4:7), isso significa que cada um de nós tem o seu próprio dom de Deus e consequentemente, como temos dons diferentes uns dos outros, assim não cumprimos todos o mesmo serviço na casa de Deus.
A Palavra de DEUS, também nos orienta:
"E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e doutores, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura perfeita de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo o vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef. 4:11-15).
Começando a falar dos dons de ministério, é necessário dizer que "há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo" (1 Cor. 12:5), portanto os ministérios que Deus constituiu na sua igreja são diferentes uns dos outros, mas apesar de serem diferentes no que concerne à sua função, são conferidos pelo mesmo Senhor aos que são chamados por Deus ao ministério. Os ministros de Deus sabem ter recebido do Senhor dons diferentes e reconhecem também que a cada um deles a graça foi dada segundo a medida do dom de Cristo.
Como podeis ver é chamada ‘a medida do dom de Cristo’, porque todo o dom de ministério é dado por Cristo Jesus conforme está escrito: "Ele... deu dons aos homens" (Ef. 4:8; Sal. 68:18); os dons de ministério descem também eles do alto porque está escrito: "Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto" (Tiago 1:17).
Nestes dias DEUS nos tem dispertado para um Novo Tempo.
No Concílio Geral de 2009, aprovamos um novo modelo de atuarmos e contribuirmos para o crescimento de nossa Família Wesleyana.
DOS MINISTÉRIOS
ESTATUTO DOS MINISTÉRIOS
Art. 1º A Igreja Metodista Wesleyana considerando sua herança histórica na qual clérigos e leigos participam do ministério, bem como reiterando sua crença no sacerdócio universal dos crentes orienta a adoção do sistema de dons e ministérios conforme este Estatuto.
Art. 2º A Igreja estabelecerá ministérios, sem prejuízo ao funcionamento dos departamentos.

Creio e com convcção afirmo, que DEUS esta nos proporcionando a oportunidade de desenvolvermos um crescimento sádio e intenso, avançando e alcançando patamares nunca antes navegado em nosso Brasil.
Entendendo que os DONS são capacidades concedida pelo Espírito Santo, para equipar os membros do Corpo de Cristo para servir a DEUS e a Igreja do Senhor Jesus e que os MINISTÉRIOS são talentos conferidos pelos dons do Espírito na vida dos salvos, capacitando a cada um para uma participação ativa no processo de edificação e crescimento do corpo de Cristo...
Espero com muita expectativa que a inspiração do Espírito Santo de DEUS continue sendo uma realidade na vida de nossa Igreja e que prossigamos no crescimento para glória de Cristo Jesus em nossas vidas e através de nossa vida.
Como diria o saudoso Bispo Gesse Teixeira de Carvalho: “Uma minoria consagrada há de impactar uma maioria dispersa”

Rev. Renato Alves Neves
Coordenado Nacional de DONS e MINISTÉRIO

sábado, 21 de maio de 2011

Carta do Pr. Renato Neves Enviada aos Senadores sobre o PL 122/2006

Após algum tempo fora do ar, está de volta a enquete do Senado sobre o Projeto de Lei 122/2006. Conforme já alertei aos membros de minha Igreja, caso este Projeto de Lei seja aprovado, poderá ter início no Brasil o “totalitarismo gay”. Portanto, faço aqui o meu protesto. Por conta disso nobre Senador, encarecidamente eu te peço: Vote CONTRA a aprovação da PLC 122/2006. VOTE NÃO!
Em minha opinião o projeto de lei é inconstitucional na forma como está redigido, pois, gera uma soberania de direito ao grupo que demanda tal direito, que, pela própria natureza da formulação legal, anula outros direitos superiores e bem mais antigos em sua legitimidade.
Por exemplo, por tal lei, no caso de ela um dia vigorar, os demais direitos universais (como o de expressão de opinião de qualquer natureza, se for contrária às manifestações homossexuais, ainda que escandalosas), serão subjugados pelos direitos de qualidade "Homocráticas" de tal grupo, posto que, pelo bojo da proposta, declara-se mesmo a impossibilidade de discordar publicamente de práticas ou ideologias de conteúdo homossexual.
Ora, a tal PL122 supostamente se fundamenta em direitos inalienáveis, como os que protegem condições intrínsecas dos humanos, como raça, etnia e cor, mas, apesar de tudo, evoca os direitos da própria expressão religiosa (um dos direitos inalienáveis da Constituição), pondo-se em equivalência com aquilo que sendo objetivo não necessita nem de demonstração e nem de prova, como é o caso de uma raça ou etnia.
Uma raça é uma raça. Uma etnia é uma etnia. Portanto, são realidades universais e objetivas em sua constituição.
Não é a mesma coisa com a condição homossexual, a qual, como se sabe, tem casos de homossexualidade inata e intrínseca, tanto quanto também possui uma enorme quantidade de casos que não carregam traços inatos da condição, mas apenas configuram uma "escolha", não sendo, dessa forma, em hipótese alguma, algo que possa ser universalizado como universal é o direito de uma raça ou etnia.
Isto sem falar que a PL 122 também cria, de modo inerente, uma espécie de vitaliciedade empregatícia. Sim! Pois com as descrições de direito que teria um suposto homossexual ante um patrão (podendo ele alegar pela via da simples queixa que está sendo objeto de discriminação, não importando o grau de objetividade e de constatabilidade da denuncia) - todos os patrões são postos na difícil situação de temer despedir um funcionário homossexual, por qualquer que seja a razão trabalhista ou funcional, em razão de que sob ele pesará a possibilidade de ser condenado pela subjetividade ou até mesmo esperteza e ou maldade do funcionário queixoso.
Aqui me eximo de falar sobre outras implicações do presente Projeto de Lei 122, posto que a meu ver são apenas reações angustiadas ante à desvairada propositura da PL122, mas que não tratam das questões de sua inviabilidade Constitucional.
Meu temor agora é pelas manifestações de amanhã... Vociferando ódios, de um lado; enquanto, do outro lado, os "homossexualistas" ganham mais um argumento apenas assistindo o destilar do ódio de seus opositores.
A PL 122 é uma desgraça. Pena que não é apenas ela, pois, sendo justo, tem-se que admitir que os modos da refutação sejam tão cheios de ódio e de homofobia, que, por tal razão, até quem está errado fica certo pelo ódio do antagonista.
A verdade tem que ser seguida em amor. Pois, do contrário, até a verdade se torna mentira quando os modos são os do ódio.
Podendo escrever muitas outras coisas, mas atendo-me apenas a estas, peço as orações de todos, pois, o resultado de tudo isto pode ser a criação de muito mais ódio numa sociedade que está perdendo por completo o amor e a reverencia pelo próximo.
Ass: Pr. Renato Alves Neves