Seja Bem Vindo!

Que DEUS no exercício de Sua Infinita misericórdia possa falar ao seu coração de maneira
especial através das mensagens que você lerá neste espaço.

Meu desejo é que você seja ricamente abençoado com Palavras de Alegria,
Unção, Poder, Incentivo e Fé...

Que haja sempre a Presença de DEUS em sua vida!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A ECO-TEOLOGIA E A ECOLOGIA
Pr. Renato Alves Neves
Possivelmente influenciado por esta “onda verde” que recebe uma atenção especial neste nosso período eleitoral/2010, gostaria de compartilhar uma breve reflexão sobre o assunto e apresentar uma gama de versículos que de certa forma, orienta-nos a ter uma atitude de preservação digamos, ecologicamente correta da natureza.
Considero não ser um erro afirmar que O pensamento ecológico esta muito próximo do pensamento cristão de harmonia, do ponto de vista, espiritual, físico e emocional, proporcionando um ambiente de irmandade, de relacionamentos saudáveis e amistosos e é possível ver toda a existência na Terra como uma teia interligada e interdependente. Tanto ecólogos quanto cristãos devem estar preocupados com uma vida digna para si e para seus semelhantes.
O pensamento ecológico prevê um mundo em paz, com uma justa divisão de oportunidades e de acesso aos recursos ambientais, prevê o fim da miséria. A Convenção da Biodiversidade reconhece que os países industrializados auferiram as vantagens de apropriar os recursos ambientais dos países pobres, e que agora é preciso mecanismos para reverter o quadro e elevar a participação dos países pobres na divisão.
Os principais documentos que representam o pensamento ecológico, a Carta da Terra, a Agenda 21, a Convenção da Biodiversidade e o Protocolo de Kioto (além de inúmeros outros acordos internacionais) são baseados nos mesmos princípios – de que não podemos agora degradar o meio ambiente comprometendo a qualidade de vida (ou mesmo a sobrevivência) das gerações futuras.
Também está prevista a estabilização do tamanho da população no Planeta, de forma a equilibrar o uso dos recursos naturais e a preservação do ambiente.
Chamo a sua atenção para pontuar inicialmente que qualquer discussão cristã sobre ecologia deve ser o conceito bíblico de DEUS como Criador. De acordo com Gênesis 1, o universo como um todo, e em especial a terra, agraciada com o maravilhoso dom da vida, é obra das sábias e poderosas mãos de DEUS (ver Sl 136.3-9; Pv 8.22-31). A natureza, em toda a sua complexidade e beleza, testifica sobre a grandeza e a bondade do Criador (Dt 33.13-16; Sl 104.10-24,27-30).
São muitas as passagens bíblicas, algumas de grande sensibilidade poética, que visam disciplinar, orientar como devemos nos comportar a respeito e admiração pelos encantos do mundo natural (Jó 40.15-19; Sl 65.9-13; 147.7-9,15-18; 148.1-10; Ct 2.11-13; At 14.17).
Com Jesus também vemos em seus ensinos, muitas referências à natureza para exemplificar o cuidado providente de DEUS (Mt 6.26,28; 13.31-32; Lc 12.6). Nos anúncios proféticos do novo tempo que DEUS irá criar as referências ao mundo natural ocupam um lugar de grande destaque (Is 11.6-8; Ez 47.7,12; Ap 22.1-2).
Ainda que DEUS tenha feito o ser humano como o coroamento da sua obra criadora, ele não lhe conferiu o direito de abusar da terra e de seus recursos. Fica implícita em toda a Escritura a responsabilidade humana de cuidar e guardar do “Jardim do Senhor” (Gn 2.15). O conceito de mordomia se aplica de modo especial nessa área – a terra e suas riquezas pertencem a DEUS, que as confia ao homem para que as administre com cuidado e sabedoria. O pecado humano gerou alienação em relação a DEUS e à natureza. Por isso agora a criação “geme e suporta angústias” até que seja “redimida do cativeiro da corrupção” (Rm 8.21-22). Os cristãos têm o dever inescapável de utilizar criteriosamente as coisas que DEUS criou com o propósito de dar-lhes vida, sustento e alegria.
Mas qual a responsabilidade do cristão com relação à ecologia?
Apenas para fundamentarmos a necessidade e urgência de uma crítica “cristã-teológica” com relação ao descaso com o meio ambiente citamos Gênesis 1.24-31 (NTLH)
A CRIAÇÃO DOS SERES VIVOS
21 Assim Deus criou os grandes monstros do mar, e todas as espécies de seres vivos que em grande quantidade se movem nas águas, e criou também todas as espécies de aves. E Deus viu que o que havia feito era bom.
22 Ele abençoou os seres vivos do mar e disse: —Aumentem muito em número e encham as águas dos mares! E que as aves se multipliquem na terra!
23 A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o quinto dia.
24  Então Deus disse: —Que a terra produza todo tipo de animais: domésticos, selvagens e os que se arrastam pelo chão, cada um de acordo com a sua espécie! E assim aconteceu.
25  Deus fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie: os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E Deus viu que o que havia feito era bom.
26  Aí ele disse: —Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão.
27  Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher
28  e os abençoou, dizendo: —Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão.
29  Para vocês se alimentarem, eu lhes dou todas as plantas que produzem sementes e todas as árvores que dão frutas.
30  Mas, para todos os animais selvagens, para as aves e para os animais que se arrastam pelo chão, dou capim e verduras como alimento. E assim aconteceu.
31  E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o sexto dia.
Fica óbvio neste texto sagrado, que há um propósito claro, objetivo da harmonia e do desejo de DEUS que o homem dominasse e mantivesse a terra de forma que está lhe desse o próprio sustento.
Quando há abuso dos recursos naturais, utilizando-se do eco-sistema de forma com que ele fique desequilibrado e não possa mais fornecer a manutenção da vida, a humanidade peca e em pecado, ou seja, errando o alvo, entra em desacordo com o desejo de DEUS.
Entendo que a definição mais benquista para desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. Os crescimentos econômicos e populacionais das últimas décadas têm sido marcados por disparidades. Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
Consideremos três pontos:
1. A TERRA ESTÁ GEMENDO ENQUANTO A ALMA CONTINUA “BELA”: (Ec. 2.1-11)
A eco-teologia talvez seja a forma mais adequada de se fazer teologia em nosso tempo. O conceito de (eco-teologia) é relativamente novo. Surgiu nos últimos 25 anos, a partir de uma consciência de alguns teólogos, preocupados com o esgotamento dos recursos naturais, por conta da ganância humana.
Nesse sentido, a eco-teologia parece reunir subsídios convincentemente capazes de curar a visão estrábica da teologia tradicional que sempre procurou DEUS além ou fora da natureza. Isto é, sempre se preocupou com DEUS, longe, lá no céu, distante de sua criação.
Talves, nossos líderes no passado, tenham se esquecido da realidade atual e se concentraram para pregar apenas uma salvação no “outro mundo”. Isso leva o cristianismo atual a se distanciar de um importante cuidado com o eco-sistema e esta falha pode ter dado origem e de ter impulsionado um progresso com a sua atitude estúpida e suicidamente arrogante em relação ao meio ambiente.
Olhando o mesmo problema, mas focado no consumismo, a Igreja prega o Céu além da vida nesta Terra, o consumismo acena com o Céu na Terra – é o que prometem a publicidade, o turismo, o novo equipamento eletrônico, o banco, o cartão de crédito etc.
O nosso tempo moderno parece ironicamente, retroceder ao período da arte que pintava o grotesco. Há uma liturgia cúltica da (estética=beleza) (hedônica=ensina que o bem supremo da vida é o prazer) e (narcisística=encantamento com a própria beleza).  Busca-se, avidamente, a eternização do presente; multidões malham o corpo como quem sorve o elixir (efeito mágico) da juventude. Morreremos todos, porém, saudáveis e esbeltos.
De algum modo, fazemos leitura semelhante do texto de Ec 2.1-11. O autor descreve o período de sua vida em que buscava cegamente e a todo preço o “prazer da vida”. Mesmo que para isso tivesse que escravizar pessoas. O texto mostra a busca insana do prazer, e a qualquer custo. Procurou o prazer na bebida: v.3; no consumismo e na riqueza: v.4-7; na promiscuidade: v.8; na falta de amor e no individualismo: v.9-10. Infelizmente, esses ingredientes que juntos formam a base do hedonismo (prazer acima de tudo) ainda se fazem presente em nosso mundo moderno. Porém, em nosso tempo, a tecnologia chegou ao topo, com poder de agredir e explorar a terra de forma inimaginável. É por isso que não se dá para acreditar nesses tais “projetos de desenvolvimento sustentável”, até porque, quem os faz não tem interesse algum de abdicar-se do luxo e do aparato “tecnologicamente correto”. Portanto, ao meu modo de ver, a única forma para se falar de desenvolvimento sustentável a luz da Bíblia, deve ser a partir da consciência cristã de que devemos todos “frear radicalmente o nosso ímpeto consumista”. Até porque, o autor de Eclesiastes nos ensina que depois de experimentar tudo isso, chegou à conclusão de que tudo era ilusão.
2. O CRER NA PROVIDÊNCIA É MARCA CARACTERÍSTICA DA VIDA CRISTÃ: (Mt. 6.25-34)
É comum encontrar crentes em nossas igrejas que conheçam o texto de Mt 6.25-34; muitos de nós até decoram e recitam poeticamente este texto. Porém, é também comum perceber que quase todos nós temos dificuldades para aplicá-lo na prática da vida cristã. Isto é sinal de que, apesar de nossa tradição reformada, que tanto ensina sobre a providência divina, na maioria das vezes nos vemos correndo ansiosamente pelos recursos materiais. A bem da verdade nós andamos ansiosos o tempo todo porque queremos satisfazer nossos desejos de consumo. Criamos a todo momento “necessidades”, que quase sempre, são banais.
Contudo, conscientes ou não, voluntários ou não, satisfeitos ou não, teremos de rever nossa relação com o cosmos, especialmente, com a nossa casa (O Planeta Terra). O teólogo Leonardo Boff compara nosso tempo à figura de uma nave espacial em pleno vôo. Para ele, essa nave tem recursos limitados de combustível, de alimentos e de tempo de transcurso. 1% dos passageiros viaja na primeira classe com superabundância de meios de vida. 4% na classe econômica com recursos abundantes. Os 95% restantes estão juntos às bagagens no frio e na necessidade. Pouco importa a situação social e econômica dos passageiros. Todos correm ameaça de morte pelo esgotamento dos recursos da nave. Todos terão o mesmo destino dramático: ricos, remediados e pobres, caso não haja um acordo de sobrevivência para todos indistintamente. Desta vez não há uma arca de Noé que salve alguns e deixe perecer os demais.
Assim, a eco-teologia assume o caráter de urgência e contemporaneidade, sugerindo-nos a necessidade de se fazer teologia a partir de um novo modelo, ou, um novo objeto, que a rigor, deve ser a terra; ou seja, precisamos lembrar de que DEUS está presente também na natureza. Aliás, essa é exatamente a mensagem de muitos salmos, mostrando que DEUS se faz presente em toda a natureza (Sl 19). Não podemos mais, face à irrupção da morte de nossa mãe terra e consequentemente de todos nós, perpetuarmos a atitude reticente de passividade. Ou, como diz a música de Zé Geraldo: tudo isso acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos. É tempo de decisão! Paulatinamente isso vem ocorrendo. Muitas vozes somam hoje imenso clamor, alcançando já espaços públicos com manifestações populares. Críticas e culpados ecoam por todo lado. Calcula-se que os 13 países mais industrializados produzam 80% de toda poluição mundial.
Contudo, já está superada a fase de encontrar culpados pela degradação da natureza. É verdade que os vilões da natureza são os mega-produtores de bens e serviços; mas, eles não teriam necessidade de produzir tanto se não houvesse demanda. Precisamos reconhecer que estamos todos contaminados pelo vírus do consumismo.
3. CRER NA SALVAÇÃO É CRER NA REDENÇÃO DE TODAS AS COISAS: (CL 1.13-20)
É fundamentalmente bíblico o ensino de que a salvação proposta em Jesus Cristo não visa apenas a alma humana. O texto de Cl 1.13-20 mostra claramente que a salvação em Cristo alcançará até mesmo as regiões celestiais, ou cósmicas. Outro texto do Apóstolo Paulo que evidencia esse ensino é o de Rm 8.19-23. Há ainda a profecia do Novo Céu e na Nova Terra, anunciada por Isaías 65.17-25; e ainda o mesmo sentido repetido em Ap 21.1-8. É nesse sentido que a eco-teologia encontra seu espaço em nosso tempo. O conceito bíblico-teológico da redenção se mostra como relevante objeto de releitura, na tentativa de olhar a salvação proposta em Jesus Cristo muito mais além do que salvação espiritual ou i-material. A redução moderna da salvação à bem-aventurança da alma ou à genuinidade da existência humana entregou a natureza inconscientemente à desordenada exploração. Ao anunciar o Cristo (Cósmico=que redime todas as coisas), o poder redentor não atinge apenas a mente e a moralidade humana, mas toda a natureza; do mesmo modo como a história, também a natureza é “palco da graça e espaço da redenção”.
É nesse sentido que o conceito de redenção cósmica se mostra tão atual. De uma vez por todas ele tanto destrói o doentio modelo platônico de salvação da alma apenas, quanto promove a idéia do novo Céu e da nova Terra. O fundamento absoluto de nossa fé cristã está da doutrina da morte e da ressurreição em glória, mas também corporal de Jesus.
DEUS não seria o criador de todas as coisas se não quisesse a redenção de todas as coisas. Segundo ele, a visão da redenção cósmica por meio de Cristo, portanto, não é uma especulação, mas surge de forma lógica da cristologia e da antropologia. Se faltassem esses horizontes, o DEUS de Jesus Cristo não seria criador do mundo e a redenção se tornaria mito gnóstico de ódio ao corpo e ao mundo.
Ao contrário do que muitos pensam essa releitura não significa diminuir o atributo criador e redentor de DEUS; ao contrário, é afirmá-lo ainda mais, porém, dentro de um novo espectro. Desta forma, parece-me que a tarefa mais humilde da eco-teologia deva ser a de trazer Deus de volta para a natureza; é isso que poderíamos chamar de (panenteísmo=Deus criou tudo e se faz presente em toda a sua criação); ou, a criação é o teatro da glória de DEUS. Deste modo, o olhar místico, contemplativo e admirável para a natureza, obra das mãos do criador, deve causar em nós a integração entre todas as formas de vida com o cosmos. Certamente essa atitude pacífica entre humanos e natureza, freará o nosso desejo ávido de “consumir”.
Considerações finais:
Portanto, enquanto esperamos pelo cumprimento profético do novo Céu e da nova Terra, que tal voltarmos nossos desejos para as coisas simples e prazerosas da vida ingênua? 

Pr. Renato Alves Neves
Bibliografia:
·          RUBIO, Alfonso García. Unidade na Pluralidade. São Paulo, Paulinas, 1989
·          BETO, Frei. In: Mysterium Creationis. São Paulo, Paulinas/Soter, 1999, Artigo: Espiritualidade holística
·          BOFF, Leonardo. In: Sarça Ardente. São Paulo, Paulinas/Soter, 2000, artigo: O pobre, a nova cosmologia e a libertação – como enriquecer a Teologia da Libertação.
·          BOFF, Leonardo. ECOLOGIA, grito da terra, grito dos pobres. São Paulo, Ática, 1995
·          MOLTMANN, J. O Caminho de Jesus Cristo. Petrópolis, Vozes, 1994

terça-feira, 20 de julho de 2010

TEM MENSAGEM PRA VOCÊ


Terça-feira, 20 de julho de 2010

JESUS, O AMIGO VERDADEIRO

Leitura do Dia: Lucas 24 : 13 - 32

“Não abandone o seu amigo, nem o amigo do seu pai. Se você estiver em dificuldades, não peça ajuda ao seu irmão. Vale mais um vizinho perto do que um irmão longe.”
(Provérbios 27:10)
Sou nascido e criado no evangelho...

As vezes me vem a memória ilustrações que eu ouvi algum pregador falando, mas confesso, nem sempre consigo lembrar quem usou a ilustração em seu sermão...

Hoje dia do amigo, me vem a memória, uma ilustração, que possivelmente você já tenha lido, ou que sabe, também ouvido em alguma mensagem pregada em nossos púlpitos...

Vamos a ela:

Conta-se que um soldado, um dia disse ao seu tenente: "Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor. Solicito permissão para ir buscá-lo”. "Permissão negada" replicou o oficial. "Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto".

O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde, regressou mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.

O oficial estava furioso. "Já tinha te dito que ele estava morto... Agora eu perdi dois homens! Diga-me, valeu a pena ir lá para trazer um cadáver?”

E o soldado respondeu: “Claro que sim, senhor. Pois quando eu o encontrei, ele ainda estava vivo e ainda pode me dizer: ‘Tinha certeza que você viria!’”. O verdadeiro amigo é aquele que vem, quando todos vão embora.



Bem, isso me faz pensar, quais seriam as características de um verdadeiro amigo...

Baseado no texto de Lucas 24.13-32 gostaria de chamar a sua atenção nas atitudes de Jesus para com seus discípulos, manifestando atitudes de um amigo verdadeiro.

1º UM AMIGO VERDADEIRO NÃO MEDE ESFORÇOS E SEMPRE SE PREOCUPACA COM SEU AMIGO.

Jesus manifesta interesse pelo problema daqueles que caminhavam comentando os últimos acontecimentos (v. 17). “Que é isto que vos preocupa?”

Ainda hoje Jesus quer saber quais são as nossas preocupações. Ele vai fundo nos nossos problemas. Ele pergunta quais são os seus problemas? Ele não só se interessa pelos nossos problemas, mas Ele nos ouve.

2º UM AMIGO VERDADEIRO É PACIENTE E SEMPRE PRONTO A OUVIR SEU AMIGO.

Jesus pacientemente ouviu atentamente o que os “desesperançosos andarinos” relatavam (Vs. 18 – 24).

Jesus esta pronto para ouvir. Ainda hoje ele quer nos ouvir. Ele é paciente conosco e podemos abrir-lhe o nosso coração, falar tudo o que nos preocupa, nos aflige, nos tira o sono... Jesus não só nos ouve, mas nos instrui na palavra e nos edifica na comunhão.

3º UM AMIGO VERDADEIRO TEM SEMPRE UMA PALAVRA DE ESPERANÇA, DE CURA, DE VITÓRIA.

Jesus após ouvir carinhosamente os dois, os instruiu na palavra e os edificou na comunhão (Vs. 25 – 27; 30).

Pelo Poder de Sua Palavra Viva e Eficaz, o Senhor Jesus ainda hoje, cura as nossas feridas, remove as dúvidas e aquece o nosso coração.

Nós Metodistas somos conhecidos como o “Povo do Coração Abrasado” somos privilegiados em ter Jesus como nosso Verdadeiro Amigo!

E que momento lindo! Quando Jesus toma o pão, o abençoa, o parte e lhes dá. Agora eles perceberam que o companheiro era o próprio Jesus.

Jesus é o Amigo Fiel e Verdadeiro que nos oferece a Sua Incomparável amizade e jamais nos abandona. Ele deu a Sua Vida por nós e quer que busquemos fazer a Sua Vontade. Devemos de todo o coração crer Nele, acreditar nessa Preciosa Amizade que Ele nos oferece.

Mesmo em meio às dificuldades da vida, quando tudo parecer perdido e sentirmo-nos abandonados

Que esta palavra encontre um lugar em seu Coração e o aqueça de maneira especial, pois temos o Verdadeiro Amigo... Jesus!!!

ORAÇÃO:

Obrigado Senhor, pois em Cristo Jesus Seu Filho, encontramos o Verdadeiro Amigo que aquece nossos corações... Que Teu Santo Espírito continue dentro de nós e que a Tua Poderosa Palavra esteja sempre nossa boca manifestando a Tua Glória em nós e através de nós... Em nome do nosso Amigo Jesus, Amém

Pensamento para o Dia:

Achei um grande Amigo, Jesus, o Salvador,
O Eleito dos milhares para mim;
Dos vales é o Lírio, o forte Mediador,
Nele tenho o que preciso hoje, aqui.
Em dores me consola nas provações me diz:
Ansiedade lança sobre Mim;
Dos vales é o Lírio, Estrela da manhã,
O Eleito dos milhares para mim.

domingo, 30 de maio de 2010

DECISÕES DO CONCÍLIO GERAL EXTRAORDINÁRIO DA IGREJA METODISTA WESLEYANA
Meus amados,

Através deste, passo a informar algumas decisões do Concílio Geral Extraordinário da Igreja Metodista Wesleyana ocorrido nos dias 28 e 29 de Maio de 2010 no Centro de Convenções John Wesley em Xerém, Duque de Caxias.

1º) Criação da 6ª Região Eclesiástica
Distritos
  • Bangu
  • Barra do Piraí,
  • Barra Mansa,
  • Campo Grande,
  • Grajaú,
  • Jardim América,
  • Jacarepaguá,
  • Nilópolis,
  • Nova Iguaçu,
  • Resende,
  • São João de Meriti,
  • Volta Redonda.
2º) Criação da Região Eclesiástica Missionária do Nordeste:
Distritos
  • Aracaju,
  • Caruaru,
  • João Pessoa,
  • Recife,
  • Natal,
  • Campo Missionário do Amapá.
3º) Nova área de jurisdição da 1ª Região Eclesiástica:
Distritos
  • Cabo Frio,
  • Campos,
  • Duque de Caxias,
  • Itaipava,
  • Macaé,
  • Mantiquira,
  • Niterói,
  • Nova Friburgo,
  • Petrópolis
4º) Eleição a Bispo:
Candidatos:
  • Amilton Fernandes Chaves,
  • Anaurelino Martins de Souza,
  • Anderson Caleb Soares de Almeida,
  • Antônio Pereira dos Santos,
  • Celso Florêncio de Oliveira,
  • Elias da Silva Aguiar,
  • Geraldo Lúcio Rodrigues,
  • João Batista de Aguiar,
  • Jorge Luiz de Los Santos Mendieta,
  • José Adimar Lopes,
  • José Damião Rodrigues de Souza,
  • Luis Fernando Hammes,
  • Odilon Cruz,
  • Roberto Amaral,
  • Rogério Pereira dos Santos,
  • Wanderlei Baptista de Mello.
Eleitos à Bispo no 1º Escrutínio:
  • Anderson Caleb Soares de Almeida, 269 votos
  • Roberto Amaral, 233 votos
 Eleito à Bispo no 2º Escrutínio:
  • José Damião Rodrigues de Souza, 226 votos
Eleito 1º Suplente à Bispo no 3º Escrutínio:
  • Geraldo Lúcio Rodrigues, 225 votos
Eleito 2º Suplente à Bispo no 4º Escrutínio:
  • Luis Fernando Hammes, 186 votos

5º) ELEIÇÃO DOS SECRETARIOS REGIONAIS:

Secretário Geral de Educação Cristã:
  • Geraldo Lúcio Rodrigues (eleito) 129 votos
  • Luiz Fernando Hammes, 121 votos
  • Joedir Fernandes de Carvalho 093 votos
Secretário Geral de Missões:
  • Amilton Fernandes Chaves (eleito) 167 votos
  • Elias da Silva Aguiar 044 votos
  • João Batista Aguiar 125 votos
6º) Nomeações Episcopais:
  • 1ª Região: Bispo Elisiário Alves dos Santos
  • 2ª Região: Bispo Sebastião Calegari
  • 3ª Região: Bispo Anderson Calebe Soares de Almeida
  • 4ª Região: Bispo Jamir Fernandes Carvalho
  • 5ª Região: Bispo Sinvaldo Corrêa Coelho
  • 6ª Região: Bispo Roberto Amaral
  • Região Missionária Nordeste: Bispo José Damião Rodrigues Souza
  • Região Eclesiástica Européia: Bispo Oséas Macedo de Queiroz

segunda-feira, 24 de maio de 2010

24 DE MAIO DIA DA EXPERIÊNCIA DO CORAÇÃO ABRASADO DE JONH WESLEY


Hoje é um dia muito especial na nossa história de METODISTAS.

Ao relembrar a data que marcou a vida de João Wesley e celebrada até os dias atuais, o Dia do Coração Abrasado ficamos sem dúvida muito emocionados e ressaltamos que este é um dia muito especial.

Todavia não pode ser este apenas um dia comemorativo eternizado em nossa memória, apenas um marco na vida cristã: mui respeitosamente, entendo que este dia deve possibilitar a nossa pessoal reflexão de nossa própria vida, experimentando uma viva realidade em aquecidos corações de homens e mulheres que não se conformam com o pecado e situações deste mundo e se empenham em mudar histórias.

Nosso João Wesley, fundador do movimento metodista, viveu na Inglaterra, no século XVII, quando o cristianismo estava se consumindo. Ao invés de influenciar, impactar e mudar as vidas das pessoas, o que acontecia era exatamente o contrário. Havia uma apatia e uma degeneração moral em meio aos cristãos. Dentre os que não se conformavam com esse quadro de paralisação e conformismo apresentado pelos cristãos, estava João Wesley, que logo se destacou como líder no meio do povo.

Wesley se manifestava como um inconformado com o quadro cristão do século XVII. Não mediu esforços para lutar, falar, ponderar, apresentar argumentos bíblicos que durante anos expressava esse sentimento de insatisfação, até que em 24 de maio de 1738, na Rua Aldersgate, em Londres, passou por uma experiência espiritual extraordinária, descrita em seu próprio diário:

“Cerca de nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração”.

Permita-me apresentar uma particular interpretação da história: Entendo que o nosso João Wesley, ao viver esta experiência este novo sentir não encarou como se fosse uma conversão de um infiel a Cristo Jesus. Entendo que ele experimentou um aprofundar na compreensão do que significa ser cristão, experimentou um “nível mais profundo de intimidade” com DEUS.

Se fizermos um comparativo com o atual momento a situação da sociedade em que estamos inseridos não é muito diferente da mesma que acontecia nos tempos de Wesley. Além da apatia, que tem assolado muitas pessoas e feito esses desanimarem e viverem indiferentes a tudo o que acontece, desigualdade, violência, doenças, miséria e crises pessoais, tem marcado essa geração.

As perguntas que faço a mim mesmo é:

• Tenho contribuído como referencia, apresentando minha vida em sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS?

• Tenho transformado o ambiente que vivo proporcionando as pessoas experimentarem e comprovar a boa, agradável e perfeita Vontade de DEUS?

• Qual é o meu sentimento diante das notícias do dia-a-dia? Indiferença a preocupação de levar a Palavra de esperança e agir como um discípulo de Cristo?

• Como tenho abastecido meu coração? Aquecendo pela chama do Espírito Santo ou resfriado pelos conceitos deste mundo?

O tempo é este e a hora é agora! Como Wesley, não posso me conformar. Tenho que me levantar e me colocar nas mãos de DEUS e por ELE ser usado! Todo dia é dia de viver a experiência do Dia do Coração Aquecido!

Pr. Renato Alves Neves

Outro texto muito bom por um estudioso metodista Rev. Duncan Alexander Reily:

1738-2010: ALDERSGATE DEPOIS DE 272 ANOS

Foi exatamente há 272 anos atrás que John Wesley, na noite de 24 de maio de 1738, recebeu o dom de fé em Jesus Cristo e, com ela, a segurança de que tinham sido perdoados seus pecados e ele salvo "da lei do pecado e da morte". Por ter ocorrido a experiência no salão de uma Sociedade Religiosa à Rua Aldersgate, em Londres, o evento é conhecido dos metodistas como a experiência de Aldersgate. Por que relembrar esta data hoje? Entre as muitas razões que poderiam ser mencionadas, algumas das mais significativas ao meu ver são essas que indico abaixo:

1 - Aldersgate coloca o Metodismo bem dentro do Protestantismo em geral. O próprio John Wesley encarou sua experiência de 24 de maio como o clímax de uma longa caminhada de busca religiosa, o que ocorreu através de uma confiante entrega do seu próprio ser nas mãos de Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal e Senhor da sua vida. Tão marcante lhe foi o evento que, para torná-lo mais compreensível para outros, ele o situou numa pequena autobiografia que, tudo indica, preparou especialmente para Suzana, sua mãe.

É notável a centralidade da Bíblia em toda a narrativa, mormente a preocupação de Wesley com temas do Apóstolo Paulo. Suas freqüentes citações, especialmente da Epístola aos Romanos, mostram como Cristo lhe fazia presente através da Palavra. Não é sem significado que fora ao ler Romanos 1:17 ("O justo viverá da fé") que Lutero, séculos antes, havia percebido a natureza graciosa de Deus ou seja, descobria na Palavra o Deus gracioso que tão avidamente vinha buscando. Na véspera de sua experiência, John Wesley escreveu uma carta a um amigo, em que toda a sua angústia espiritual era expressa na linguagem da Epístola de Romanos, concluindo com as palavras de Paulo que se sentia "vendido sob pecado" (Rm 7:14). Mas se na véspera, sem fé pessoal em Cristo, só podia se ver condenado, no dia 24 de maio, foi quando "alguém lia do prefácio de Lutero à Epístola aos Romanos, cerca de quinze para as nove horas (da noite), enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração pela fé" que Wesley pode experimentar a fé pessoal em Cristo.

Como acontecera em Lutero tanto tempo antes, a palavra de Paulo em Romanos 10:17 ("...a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus") se cumpriu em John Wesley. Assim ele não apenas aprendeu de Martinho Lutero a doutrina máxima da Reforma, a Justificação pela fé, mas também ele havia experimentado a fé e com ela o perdão dos seus pecados e a paz com Deus que acompanha o perdão; o que é a essência da doutrina. Portanto, Aldersgate fala do essencial do protestantismo do movimento Metodista, alicerçado como foi na Palavra de Deus e na Justificação pela fé, e testemunha a dívida que os metodistas têm com Martinho Lutero.

2 - Em segundo lugar, Aldersgate define o lugar da experiência no Metodismo. Isto não o constitui em um molde a ser reproduzido em toda pessoa a que quer ser reconhecida como metodista. Basta lembrarmos que a experiência de Carlos Wesley, ocorrida no dia 21 de maio ( portanto, três dias antes da de John), foi bem diversa da do irmão, mas nem por isso menos autêntica. A experiência pessoal de fé ( confiança) em Cristo e a conseqüente salvação sempre têm sido consideradas pelos metodistas não coisas raras para alguns poucos privilegiados, mas uma ocorrência normal a ser desfrutada por todo cristão, quer homem, quer mulher, fazendo-lhe nova criação em Cristo.

Este fato tem reais conseqüências em todos os níveis e expressões da vida religiosa para metodistas. A fé é sempre mais que uma proposição intelectual a ser aceita como verdadeira; é muito mais um relacionamento pessoal a ser estabelecido, nutrido e fortalecido, com Deus em Cristo. Uma vez que a experiência é central, a especulação passa a ser muito menos importante que a prática. O verdadeiro seguidor de Jesus não é aquele capaz de definir em termos precisos a maneira exata em que Deus se uniu com a humanidade de Jesus; pelo contrário, "conhecerão que sois meus discípulos", disse Jesus, "se vos amardes uns aos outros" (Jo 13:35; Tg 2:18; Mt 25:31-46).

3 - Podemos afirmar finalmente que a experiência fez uma diferença qualitativa na vida e no ministério de John Wesley. Alguns estudiosos de Wesley, destacando a rica herança religiosa da família Wesley (inclusive a profunda influência da mãe Suzana); suas disciplinas já antigas de oração e devoção; a preocupação com os necessitados; e o fato de o próprio Wesley se referir a três começos do Metodismo (1729, o "Clube Santo de Oxford"; 1736, a pequena Sociedade dentro da paróquia de Savana, Geórgia; e 1939, quando da organização das sociedades metodistas em Londres) não indicando a data de 24 de maio de 1738 como o início do Metodismo, alguns estudiosos, dizíamos, pelos motivos citados, tendem a minimizar a importância de Aldersgate.

Por que insistir, então, em destacar Aldersgate? Porque o próprio Wesley o destacou! Contra aqueles que argumentam que Wesley nunca mais se referiu a Aldersgate, eu reafirmo o que já demonstrei no meu livro Metodismo Brasileiro Wesleyano, páginas 90 a 94, a saber: a) Suas afirmações verbais, testemunhadas pelo irmão Carlos e outros; b) o novo espírito e a nova ênfase da sua pregação (justificação pela fé); c) o testemunho das suas cartas; e d) o testemunho dos Journals, especialmente os versículos dos frontispícios. Toda esta evidência combina para atestar que, pelo menos até setembro de 1740, Wesley menciona enfaticamente sua experiência do "coração aquecido".

Devo insistir ainda que o próprio Wesley percebeu duas diferenças essenciais entre seu estado antes e depois de Aldersgate. "Então aprendi que paz e vitória são essenciais à fé em Cristo... Eu descobri que a diferença entre o meu atual e antigo estado, principalmente consistia nisso. Eu lutava, sim, pelejava com todas as minhas forças debaixo da lei como debaixo da graça. Mas então era às vezes, senão freqüentemente vencido; agora era sempre vencedor."

Wesley tem razão em insistir que o movimento Metodista tem a ver com comunidades e não só com indivíduo. Mas o movimento Metodista só passaria a ter consistência, permanência e real eficácia depois de Aldersgate, quando, sob a orientação de "novo" Wesley, agora com uma fé vital e atuante, que começa a organizar pessoas que como ele (antes de Aldersgate) buscam, com sua ajuda, a "fugir da ira vindoura".

Estas pessoas, cônscias do seu estado pecaminoso, eram encorajadas por Wesley a "produzir frutos dignos de seu arrependimento" por:

a) evitar o mal (inclusive o de amontoar tesouros sobre a terra);

b) praticar o bem ( inclusive alimentar os famintos, vestir os nus, etc) e;

c) usar os meios de graça como devoção particular e a pública adoração a Deus.

Nas reuniões metodistas, milhares de mulheres e de homens experimentaram pessoalmente a fé em Cristo e a transformação que disso resultava. Assim, já em 1744, os irmãos Wesley, e alguns dos seus mais íntimos colaboradores concluirão que o próprio Deus havia levantado "o povo chamado metodista" para "reformar a nação, principalmente a Igreja e a espalhar a santidade bíblica por toda a terra."

É tudo isso, e não apenas o que aconteceu no coração de um indivíduo, que os mais de cinqüenta e quatro milhões de metodistas ao redor do mundo estão sendo chamados a celebrar!

ALGUMAS PALAVRAS FINAIS

Algumas palavras de Martinho Lutero, o Reformador Protestante, que foram ouvidas naquela noite de 24 de maio de 1738:

“...a fé é uma energia do coração, tão eficaz, viva e inspiradora, que é incapaz de permanecer inativa. A fé é uma constante confiança na misericórdia de Deus para conosco, pela qual nos lançamos inteiramente em Cristo e nos entregamos inteiramente a ele”.

Algumas palavras de Wesley sobre sua experiência naquela noite de 24 de maio de 1738:

“À noite fui, fui sem grande vontade a uma reunião na Rua Aldergate, onde alguém lia o prefácio de Lutero à Epístola ao Romanos. Cerca de um quarto para as nove, enquanto ele descrevia a mudança que Deus realiza no coração pela fé em Cristo, senti meu coração estranhamente aquecido. Senti que confiava em Cristo, somente em Cristo, para a salvação; e uma segurança foi-me dada, de que Ele havia perdoado os meus pecados, sim os meus pecados, e salvou-se do pecado e da morte.”

Algumas palavras do livro “Pequena História do Povo Chamado Metodista”, de João Wesley Dornellas, um metodista do século XXI sobre a experiência de Wesley naquela noite de 24 de maio de 1738:

“Nessa experiência do coração aquecido, Wesley encontra aquilo que tanto desejara, a transformação de sua religião de temor numa religião de amor. Como dizia, relembrando a parábola do Filho Pródigo, ele passou da condição de escravo a filho. Daí, sua relação com Deus, antes apenas legalista, passa a ser uma relação de fé e confiança.”

terça-feira, 18 de maio de 2010

TEM MENSAGEM PRA VOCÊ

Terça-feira, 18 de maio de 2010

O BRASIL CORRE PERIGO

Leitura do Dia: Salmo 140

“Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem.” (Gênesis 12:3)

Envolvimento de Lula com Ahmadinejad, expõe o Brasil a situações preocupantes...

Confesso que me preocupa muito esta aproximação Lula&Ahmadinejad.

Permita-me chamar sua atenção a este assunto, polêmico, porém necessário.

Senão vejamos: Desde que tomou posse, como presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad ataca Israel com língua ferina, destilando maldição. Ele nega o Holocausto, convoca conferências a respeito excluindo participantes israelenses, e ameaça aniquilar o Estado judeu.

Por ocasião de uma conferência sobre o Holocausto em Teerã, Ahmadinejad ameaçou: “Os dias de Israel estão contados... Um dia Israel será aniquilado, do mesmo modo como aconteceu com a União Soviética”.

Ao olharmos para história, possivelmente, depois de Hitler e Goebbels, nenhum político manifestou-se de forma tão aberta contra Israel e os judeus quanto o presidente iraniano. Não deveríamos levar a sério essas ameaças, tanto ou ainda mais quanto as dos nazistas do Terceiro Reich?

Todas as vezes que tem oportunidade, o presidente iraniano repete constantemente, de forma arrogante e descarada, que o regime sionista de Israel é um “tumor” que deve ser apagado do mapa.

Há algum tempo ele especulou sobre os seguintes dados macabros: “Se durante uma guerra nuclear cair uma bomba atômica sobre Israel, finalmente todos os cinco milhões de judeus serão mortos de uma só vez. Caso Israel ainda consiga revidar antes disso, lançando mísseis nucleares, talvez serão mortos em torno de 15 milhões de árabes – o que importa? Então teríamos simplesmente mais 15 milhões de mártires no céu, mas na terra continuarão vivos mais de um bilhão de muçulmanos para conquistar o mundo”

Chamo sua atenção para o que a Palavra de Deus nos fala no Salmo 140 que entre outras coisas, nos fala da atual situação de Israel. Trata-se de um salmo de Davi, que descreve o que ele estava enfrentando pessoalmente naquele tempo. Davi, entretanto, também era profeta, e suas afirmações lançam luz sobre a situação durante os tempos finais. Os inimigos de Davi são inimigos de Deus e inimigos do povo de Israel. Isso não mudou até hoje. A Bíblia é extremamente atual, no presente e até mesmo no futuro.

1. No Salmo 140, Davi pede ao Senhor libertação dos planos malignos dos inimigos. Ele descreve, o homem violento, o mal que domina o coração dele, as contendas que esse homem semeia, e sua língua ferina, que cospe veneno e mentiras: “Livra-me, SENHOR, do homem perverso, guarda-me do homem violento, cujo coração maquina iniqüidades e vive forjando contendas. Aguçam a língua como a serpente; sob os lábios têm veneno de áspide” (Salmo 140.1-3).

Em todos os tempos houve homens violentos, que provocaram contendas e guerras, e que fizeram discursos venenosos. Mas em nossos dias estamos assistindo a uma ferocidade crescente. Os discursos ameaçadores de Ahmadinejad são uma amostra clara dessa tendência e mostram que esse homem talvez seja um dos últimos precursores do Anticristo. Este se destacará como o último homem violento, de língua ferina, dominado pelo pai da mentira (Satanás) e tentará destruir tanto Israel quanto todos os justos vivos naquela época.

2. Davi pede ao Senhor que o guarde daquele que deseja derrubá-lo: “Guarda-me, SENHOR, da mão dos ímpios, preserva-me do homem violento, os quais se empenham por me desviar os passos” (Salmo 140.4). – Os discursos do presidente iraniano são muito claros e não podem ser mal interpretados. Constantemente ele declara querer destruir Israel, fazendo especulações a respeito da capacidade nuclear do Irã.

3. Davi pede proteção contra o terrorismo, isto é, contra os ataques planejados pelo inimigo, com os quais eles ameçam: “Não concedas, SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não permitas que vingue o seu mau propósito” (Salmo 140.8).

Israel já está exposto ao terrorismo e aos ataques há décadas, mas nos últimos anos eles aumentaram e se tornaram cada vez mais perigosos. – Quando não se muda a má inclinação do coração, ela acaba produzindo os atos de violência. Os discursos iniciais de Hitler e as incitações de Goebbels contra os judeus conduziram à violência do Holocausto. Em que resultarão as palavras de Ahmadinejad?

4. Davi anunciou profeticamente aquilo que, finalmente, Deus fará cair sobre os inimigos de Israel: “Se exaltam a cabeça os que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios. Caiam sobre eles brasas vivas, sejam atirados ao fogo, lançados em abismos para que não mais se levantem. O caluniador não se estabelecerá na terra; ao homem violento, o mal o perseguirá com golpe sobre golpe” (Salmo 140.9-11).

A Alemanha nazista teve de experimentar literalmente como o fogo caiu do céu através das inúmeras bombas lançadas pelos Aliados. As cidades alemãs foram devoradas pelas chamas causadas pelas bombas incendiárias e os violentos líderes do povo sucumbiram. Onde terminará a arrogância da liderança iraniana? (veja o artigo “Cada vez mais provável: outra guerra no Oriente Médio”, na edição de fevereiro/07).

5. Davi vê e anuncia a fidelidade de Deus a Israel, que Ele tem a palavra final sobre a História e que fará tudo terminar bem. Davi expressa sua confiança inabalável, que ele baseia exclusivamente em Deus, da seguinte maneira: “Sei que o SENHOR manterá a causa do oprimido e o direito do necessitado. Assim, os justos renderão graças ao teu nome; os retos habitarão na tua presença” (Salmo 140.12-13).

Israel não pode sucumbir, por mais que os inimigos o desejem. O plano de Deus já está estabelecido há muito tempo. Ele acabará com os planos dos inimigos! As promessas da aliança de Deus para Seu povo são a melhor garantia disso! No tempo da Grande Tribulação, o remanescente judeu voltará a ter essa confiança. A garantia do futuro de Israel é o próprio Senhor Jesus Cristo, de quem lemos: “Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio” (2 Coríntios 1.20). Todas as promessas que Deus fez com relação ao futuro de Israel serão cumpridas em e através de Jesus Cristo. Todas as promessas que o Senhor fez com relação à Sua Igreja, serão realizadas em Jesus. Todas as promessas destinadas às nações serão igualmente cumpridas em Cristo.

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE O IRÃ

Desde a posse de Ahmadinejad em 2005, a situação dos direitos humanos no país piorou dramaticamente (com elevado número de execuções, muitas delas por apedrejamento ou enforcamento públicos). Um esboço de código penal estipula a pena de morte por apostasia (isto é, para quem deixar o islã). Os cristãos[3] e outras minorias religiosas têm sofrido severas restrições e perseguições. As autoridades iranianas também suprimem a liberdade de expressão e opinião, prendendo jornalistas, controlando publicações e a internet, além das atividades acadêmicas.

O Irã é promotor do terrorismo mundial e financiador do Hezb'Allah (o Partido de Alá, no Líbano) e do Hamas (na Faixa de Gaza). Essas duas milícias islâmicas radicais têm atacado Israel a mando do Irã e cometido inúmeras matanças de civis. Sua ação, porém, não se limita ao Oriente Médio: a Argentina acusou formalmente o Irã pelos violentos atentados contra instituições judaicas em Buenos Aires (em 1992 e 1994). Na América do Sul, a atuação iraniana é crescente, principalmente através da aliança com Hugo Chávez e Evo Morales.

O Irã também está em fase adiantada de desenvolvimento de tecnologia nuclear e de mísseis balísticos, representando uma séria ameaça para todo o Oriente Médio e o mundo. Dessa forma, o crescente armamento e a influência iraniana despertam fortes temores entre as próprias nações muçulmanas (principalmente na Arábia Saudita, no Egito e em alguns países do Golfo). Apesar da aparente unidade islâmica, há profundas desconfianças e conflitos entre muitos países árabes (dos quais, a maioria é sunita) e os iranianos xiitas (que são persas, e não árabes).

Quanto a Israel, as afirmações e provocações do presidente e de outros líderes iranianos são bem conhecidas: "Israel deve ser riscado do mapa...'', "Israel está destinado à destruição...'', "Israel é um tumor canceroso...''. Sua última investida ocorreu na abertura da vergonhosa conferência da ONU (em Genebra) que, supostamente, deveria ser anti-racista. Como foi manipulada para atacar Israel, vários países negaram-se a participar dela desde o princípio. Ironicamente, apesar do seu histórico, o presidente iraniano foi um dos principais oradores. Quando começou sua diatribe contra Israel e negando o Holocausto – justamente na véspera do Yom HaShoah, o dia em que se lembra o assassinato de 6 milhões de judeus no tempo do nazismo! – os delegados da União Européia se retiraram em protesto. Ficaram os representantes dos países que parecem concordar com Ahmadinejad, entre eles os brasileiros, ouvindo até o final o discurso de ódio aos judeus. Assim, mais uma vez, o Brasil escolheu as más companhias.

É importante lembrar que o Irã (a Pérsia) tem grande destaque na Bíblia (veja os livros dos profetas Daniel, Ageu, Esdras, Neemias e de Ester). A Pérsia foi um dos impérios da visão da grande estátua do rei Nabucodonosor – interpretada pelo profeta Daniel, essa imagem representa todo o desenrolar da história das nações, até o estabelecimento do reino de Deus (Daniel 2, veja o Apocalipse). Os persas também são citados como aliados de Gogue na invasão de Israel "nos últimos dias'' (Ezequiel 38.5). Portanto, as profecias bíblicas revelam o papel do Irã no cenário mundial e nos permitem entender o que realmente há por trás do comportamento atual desse país. Ao estreitar seus laços com ele – enquanto se distancia de Israel – o governo brasileiro se expõe ao juízo anunciado em Gênesis 12.3: "...amaldiçoarei os que te amaldiçoarem'' .



As pessoas e os países podem escolher com quem se relacionar e andar – mas as más companhias revelam a inclinação de quem as procura e, quando não há afastamento delas, o final sempre é trágico. Você gostaria que seus filhos andassem com quem tem um “currículo” semelhante ao do presidente iraniano? Sem dúvida, a má escolha dessa amizade é extremamente preocupante. (Ingo Haake – http://www.Beth-Shalom.com.br)

Notas:

1. O Irã promoveu as conferências “Um Mundo sem Sionismo” (em outubro de 2005) e de questionamento do Holocausto (em dezembro de 2006, com a presença de destacados revisionistas e anti-semitas de todo o mundo). Há uma longa lista de declarações anti-israelenses dos líderes iranianos e, especialmente, de Ahmadinejad, em encontros e eventos:

http://en.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad_and_Israel

2. Antes que alguém se ofenda, achando que se trata de “acusações” contra o “povo iraniano”: nenhuma delas se refere aos iranianos como pessoas, mas ao regime que os governa, do qual eles são as primeiras vítimas. Além disso, trata-se de fatos amplamente noticiados e conhecidos.

3. A Open Doors USA (Portas Abertas) relata: "A partir de 2008 houve forte endurecimento com as igrejas que se reúnem nos lares. Mais de 50 cristãos foram presos por sua fé numa das sociedades mais repressivas do mundo. Um casal cristão morreu após ser interrogado por funcionários governamentais... Apenas as igrejas armênias e assírias podem instruir seus conterrâneos em sua própria língua, mas é proibido ensinar pessoas de origem islâmica (que falam farsi). Muitos cultos são monitorados pela polícia secreta... Por pressão das autoridades, os cristãos são oprimidos e têm dificuldades em achar empregos e mantê-los logo que se descobre sua religião". (extraído de

http://www.opendoorsusa.org/UserFiles/File/Open%20Doors%20World%20Watch%20List%202009.pdf)

4. Israel, EUA, Austrália, Alemanha, Canadá, Itália, Suécia, Nova Zelândia e Polônia.

5. As notas posteriores de crítica do discurso de Ahmadinejad não parecem muito convincentes, pois não era difícil prever que na conferência, manipulada para servir de plataforma de condenação de Israel, só poderia haver esse tipo de manifestação.

A imprensa ocidental recebeu com descrédito a notícia do acordo nuclear entre Irã, Brasil e Turquia, na segunda-feira. Os maiores jornais dos Estados Unidos destacaram em suas edições desta terça o que consideram ser uma manobra do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para evitar a aplicação de novas sanções ao país no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na Europa, as reportagens relembraram a falta de compromisso de Ahmadinejad com acordos anteriores.

Lula apostou que o mundo cairia de joelhos; em vez disso, os presidentes do Brasil e da Turquia estão a um passo de ser ridicularizados. A reação foi de incredulidade - em muitos casos, de ironia. O próprio governo do Irã explicitou a trapaça poucas horas depois do anúncio do acordo: continuaria a enriquecer urânio, apesar da troca mediada pela Turquia. E já se sabe que as restrições à atuação da Agência Internacional de Energia Atômica continuam.

Se Lula atuou para tornar mais distantes as sanções, que são instrumentos da paz, então deixou o Oriente Médio, e o mundo, mais perto da guerra. Eis o pacifista das esferas.

Oremos por nosso País...

"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus..." (II Tessalonicenses 2:3)



Pr. Renato Alves Neves


quinta-feira, 29 de abril de 2010

TEM MENSAGEM PRA VOCÊ
Quinta-feira, 29 de abril de 2010

AQUECIMENTO GLOBAL!
O QUE A BÍBLIA DIZ?

Leitura do Dia: Lucas 21

“O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.” (Lucas 21:32)

Nunca se falou tanto sobre o serviço de meteorologia. Todos os dias há novidades a respeito do alto custo do aquecimento global para a humanidade. Os jornais e os noticiários de TV se apresentam como “profetas do caos” e estão cheios de previsões tenebrosas sobre o colapso da economia mundial: milhões morrerão ou serão desalojados em virtude de secas, fomes e inundações, enquanto Londres, Rio de Janeiro, Nova York e Tóquio, juntamente com outras cidades litorâneas, afundarão nos mares cujo nível subirá. Um relatório também predisse que todos os frutos do mar estarão extintos em cinqüenta anos.

Quantos debates são promovidos pela mídia e pelos governos de diversas nações... O que esta turma informa nos amedrontando a respeito desse panorama? A princípio seria:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana (queima de combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás, queima das florestas tropicais, etc.). Por isso, os governos devem tomar medidas urgentes para salvar o mundo da catástrofe.

2. O aquecimento global é real, mas não se tem certeza sobre as causas. Pode tratar-se de atividade solar e parte de um ciclo de aquecimento e esfriamento das temperaturas na Terra. Nesse caso, não há nada que os governos possam fazer a respeito.

3. O aquecimento global é um engano usado por aqueles que querem implantar um governo mundial. Eles estão tentando amedrontar as pessoas para que se submetam aos seus planos.

Isto posto, pensemos...

A Bíblia nos ensina um conceito diferente de tudo que os “profetas do caos” propagam.

Creio que DEUS Todo-Poderoso, que criou a Terra e deu à humanidade a tarefa de cuidar dela, está falando através desses acontecimentos, que ELE até predisse há séculos por meio dos profetas e do Senhor Jesus. É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por DEUS como “muito bom” (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver. A distância da Terra até o Sol, a atmosfera, o ciclo das águas, a camada de solo para plantio, tudo está exatamente certo para sustentar a vida.

Conforme o relato do Gênesis, a humanidade teria “domínio” sobre a Terra, não no sentido de saqueá-la, mas de cuidar dela e das suas criaturas (Gênesis 1.26-28, Salmo 8), em harmonia com Deus, nosso Criador. Porém, a desobediência humana a Deus causou a degradação da Terra, inicialmente com a queda (Gênesis 3) e depois com o dilúvio (Gênesis 6-8), estragando a criação original “muita boa”.

Quando vamos para o outro extremo da escala de tempo bíblica e analisamos os eventos do fim dos tempos, fica claro que as catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: “haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lucas 21.11,25-26).

Tempestades tropicais que provocam ondas gigantescas e devastam regiões costeiras estão aumentando em ferocidade, algo que muitos cientistas estão relacionando com as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. Em Isaías 24 há uma passagem apocalíptica que trata da destruição causada por eventos impressionantes nos últimos dias desta era, quando cidades serão devastadas e seus habitantes espalhados: “Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna” (Isaías 24.5).

É interessante que Isaías 24.16 também se refere aos “pérfidos” que “tratam mui perfidamente”. Isso estabelece uma relação entre a questão ambiental e os que a utilizam para objetivos pérfidos (isto é, o governo mundial do Anticristo).

As profecias da Bíblia advertem que no futuro haverá um tempo de dificuldades, com intenso calor, vegetação queimada e águas contaminadas, como também violentas tempestades e desastres naturais, trazendo fomes, epidemias e morte: (Leia Apocalipse 8.7-11; Apocalipse 16.12; Apocalipse 16.18).

Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá “paz e segurança” e será adorado pelo mundo como o novo messias.

Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra. Após Sua volta, ela será miraculosamente restaurada e voltará a ser um lugar fértil e belo, capaz de suprir as necessidades dos povos durante o reino milenar de Jesus, quando “...a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11.9).

ORAÇÃO:

DEUS, Obrigado porque Tua Palavra é a base de nossa vida e nossa existência. Ensina-nos a depositar inteira e total confiança em Ti. Não permita que sejamos enganados pelos que se levantam com interpretações falsas que só tem o objetivo de trazer confusão e desespero... Sempre seremos dependentes do mover do Seu Santo Espírito... Em Nome de Jesus Cristo, Amém!

PENSAMENTO DO DIA:

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1.3).